Carência

Ai carência essa que me invade
me toma por completo e me destorce
me desnorteia, amolece o peito e não evade
o desejo e o coração só fica aqui e torce
Para que o milagre de te ver fora do sonho seja real
não me toma como um louco desesperado ou anormal
só estou embriagado, aturdido pelo intenso final
do próximo beijo e que seja louco, insano, insaciável afinal.
Assim como o bem sempre vence o mal
é o desejo, o carinho e o amor que sinto no peito
pois Deus estava sorrindo ao te fazer assim perfeito
e não pense me tomar como intenso, pois sou normal.
Sou sim! Eu juro que sou! E a culpa é toda sua!
Por ter esse sorriso, essa alegria, essa felicidade!
Que me toma num mar, ou melhor, num oceano de surrealidade
pois é difícil de acreditar num brilho melhor e maior que a lua.
Eu só espero não ter sido até aqui um chato
um carente desesperado, pois torno a dizer: é culpa sua!
Te amo, te quero o bem, te quero abraçar e beijar e é fato!
Só não estou acostumado a ficar assim perdido na tua!
Te juro! Não estou acostumado a ser tímido e retraído!
Sinto que tudo em mim me enfraquece, engole ou me faz traído!
Pois a boca falha ao falar e as mãos tremem de pensar,
o coração acelera e a mente voa só pelo fato de que estou a te amar!
E o pior é que me vejo assim querendo ser teu
pois estou em estado pleno, calamitante de carência
querendo saber se é lógico ou se tem alguma ciência
que explica o fato insano de eu não ser mais eu....
Mas posso pelo menos dizer que sou todo seu!
Thiago Guimarães de Pina
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