O Casamento da Raposa

Havia uma história
contada com glória
de quando, com sol, chovia
um casamento no dia se fazia.
Em ver o sol no inteso brilhar
e as gotas da chuva vir o chão a tocar
uma Raposa ali está para se acasalar
num encontro de mundos raro de, hoje, ocasionar.
É incrivel de que podemos ainda ver
o sensível de que podemos ainda crêr
em viver este encontro do pôr do sol
com nuvens carregadas de pura água.
Diziam que as Raposas tinham o hábito
de tornar até o maior de todo o pálido
num corar resplandescente de magia,
brilho incandescente de pura fantasia
Diziam ainda que as Raposas contralavam o tempo
com uma ampulheta que esvai a areia do vento
determina-se o dia e a escura e tenra noite
encontra-se as horas seguida do minuto e do segundo.
Diziam ainda que as Raposas gostavam do mundo
realizaram até mesmo um estudo profundo
de quando duas almas sedentas hão de se encontrar
de quando o mundo com elas, bonito, pode ficar.
Diziam ainda que as Raposas eram sonhadoras
em acreditar em tentações tão conquistadoras
a ponto de ao Homem insensível, a ampulheta entregar
e o tempo nunca mais poder, naquela terra, parar.
O Homem separou as Raposas assim
porém de tamanho é o amor que as unia
tão intenso, entregue o corpo e a alma sem fim
ainda haveria o que nelas de união se fazia
Hoje quando há sol e ao mesmo tempo chuva
nada mais é que um simples e reles sinal
de que as Raposas se acasalaram no final,
pois são apenas amantes do desejo de amar
e ser feliz de verdade.
Thiago Guimarães de Pina
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