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Acreditar e Sonhar

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Nunca estive numa crise tão profunda quanto agora Quero poder separar meu eu profissão do meu eu poeta E acordar e acreditar que posso escrever, viver de verdade Afirmar meus sonhos que tenho deixado para trás.
Pergunto-me junto a Deus Se essa parada nas minhas lutas não seria isso Um reencontro comigo mesmo e meus sonhos Um abraço naquelas esperanças tenras e doces.
Ainda assim, nunca me vi tão perdido Tão desencontrado e desgostoso daquilo que escolhi Pergunto-me se não há uma saída melhor Um caminho melhor a percorrer e crescer Ainda acredito que posso crescer.
Vejo-me como me vejo há dez anos atrás Vejo-me com necessidade de me encontrar Vejo-me com necessidade de compreender A mim, meu corpo, minha alma, meu ser.
Em tantas lutas, tantos dias, tantas vitórias, tantas derrotas Levanto-me, caio, levanto-me outra vez e caio Quero um caminho melhor. Uma estrada melhor. Quero poder olhar para o céu de novo Quero poder falar ao vento de novo Quero mais que tudo, acreditar.
Thiago G. de…

O Pedreiro

Durmo ao nascer da noite levanto ao fim do escuro. Lá vou eu para a obra, para o muro marretar, quebrar, pintar e emassar.
Penso sempre em desistir. Ê luta! O suor que escorre é só mais uma marca Tudo é luta. Tudo é glória e derrota. Lá vou eu marretar, quebrar, pintar e emassar.
Lá vou eu quebrar meu muro. Lá vou eu desfazer meu mundo. Lá vou eu ornar meu muro. Lá vou eu refazer meu tudo.
Sou o construtor dessa história. O pintor das minhas facetas diárias. O destruidor das minhas quedas. Aquele que faz, desfaz e refaz.
Sou aquele que quer resistir. Sou esse que está cansado de desistir. Sou esse que quer refazer o desfeito chegar na obra e gritar batendo o peito: - Sou o pedreiro.


Thiago Pina

Pai de Todos

Ai, que saudade que eu sinto. Sim, é no sonho, é na vida É na alma, na esquina, no boteco É tanta falta que faz.
Daquela seriedade nas fotos Daquele carinho com cada criança Era um mármore de esperança É saudade!
Comer na mesma mesa contigo Papear de leve, sorrir pra vida Foste feliz.
Teus filhos aqui ficam órfãos de ti que estás junto do pai Oro eu para ver-te um dia.
Êta, saudade de ti Pai de todos. Amo-te. Um beijo do filho que fica.


Thiago Pina

Educação, pra quê?

Silêncio! Presta atenção!
Desrespeito, desvalor
Desamor, desunião
DESILUSÃO!

Respeito, educação
De casa? Família?
Regras, pra quê?
Didática? Cadê?

Valor nenhum!
Amor algum!
Só o que querem!
Só o que fazem!
Realidade.

Apoio de quem?
Colaboração pra quê?
Educação? Sem chance!
Sem razão!
Sem lógica!

Voz ao vento
Tempo perdido
Educação, pra quê?
Só o que querem!
Só que fazem!
DESILUSÃO!

O Filho de uma Pátria

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Senta aqui, vou te explicar
Que essa loucura de esquerda e direita
Não ajuda nada nem a ninguém
Tu trabalhas, lutas por uma vida melhor
Tu vives do teu suor
Tu choras, tu sentes cansaço
Tu sonhas com um lar
Tu almejas ser maior.

Aí é quando tu vês
Que a tua luta, gauche
Que a tua guerra santa
É roubada de ti.

Aí é quando tu vês
O prêmio mor da delação
O rio podre que inunda o planalto
Os amores deles sendo trocados
E tu se matando e sendo mal amado.

Tiram teu suor, sugam tua vida
Tiram teu descanso, exploram tua riqueza
Fazem de ti um capacho
Botam o dedo na tua cara e calado ficas.

É aí que tu vês
O quão nada tu és
É aí que tu não te revoltas
Não levanta o verde e o amarelo
Não dá um brado sequer
E teu filho foge à luta.

Vais trabalhar até morrer
Não adianta ser esquerda
Nem adianta ser direita
Vais sofrer como todo mundo
Vais chorar como todo mundo
E vai se arrepender
De nunca ter sido um filho de uma pátria.

Somos Fogo, Amor e Paixão

Cresci amando a vida e a sua história
Seu sorriso, seu encanto e sua alegria.
Achei-me em alma, corpo e energia
Achei-te na rua, na luta e na vitória.

Andei contigo firmado no tempo bom
Abracei-te, enrolei-me a ti no tempo mau
Sorri e me vi amando como um passarinho
Vi-te voando feliz, amando meu carinho.

Sorri pela alegria de sentir esse fogo
Que arde intenso e forte sem se ver
Deitei-me em tua cama nesse jogo
De verdade sem aquele medo de viver.

Vi-me amarrado, atado a esse teu sonho
De viver por viver. De rir e ser risonho
Da vida, do mundo, do tudo.

Doei-me a ti o coração
Bem maior que a razão
Pois nesse extenso sertão
Tudo é mais que uma ilusão.

Vi amadurecer em mim um fruto
Vi tirares de mim em tom de furto
Esse que é meu ser, meu sonhar
Minha história, minha forma de amar.

Provaste de mim somente a verdade
Somos foras da lei em cumplicidade
Somos carne, sangue e coração
Somos fogo, amor e paixão.

Pois é!