O Filho de uma Pátria


Senta aqui, vou te explicar
Que essa loucura de esquerda e direita
Não ajuda nada nem a ninguém
Tu trabalhas, lutas por uma vida melhor
Tu vives do teu suor
Tu choras, tu sentes cansaço
Tu sonhas com um lar
Tu almejas ser maior.

Aí é quando tu vês
Que a tua luta, gauche
Que a tua guerra santa
É roubada de ti.

Aí é quando tu vês
O prêmio mor da delação
O rio podre que inunda o planalto
Os amores deles sendo trocados
E tu se matando e sendo mal amado.

Tiram teu suor, sugam tua vida
Tiram teu descanso, exploram tua riqueza
Fazem de ti um capacho
Botam o dedo na tua cara e calado ficas.

É aí que tu vês
O quão nada tu és
É aí que tu não te revoltas
Não levanta o verde e o amarelo
Não dá um brado sequer
E teu filho foge à luta.

Vais trabalhar até morrer
Não adianta ser esquerda
Nem adianta ser direita
Vais sofrer como todo mundo
Vais chorar como todo mundo
E vai se arrepender
De nunca ter sido um filho de uma pátria.

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