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Mostrando postagens de Novembro, 2015

O Verde, o Amarelo, o Negro e o Marrom

Numa saída de casa, indo pela rua
Vi um pai à procura por sustento
Falta o saber pro filho e um acalento
E falta o leite pra filha, ai a verdade crua.

Caminhei pela praça do Catumbi
Sentei no banco ao meio e vi o céu negro
Vi várias cotas, vários achismos
Vários gritos e falta de consciência
Vi um bate e volta, vi a intolerância.

E pela Rua Itapiru
Vi traços cortando o ar em silêncio
penetrando as almas de gente boa
Vi mães gritando e filhos calados
Vi fardas e desfardas andarem armados.

Vi no Rio de Janeiro a desigualdade
Um grito no nada pela insalubridade
Vi furtos à surdina e ninguém falar nada
Vi jovens com proibidões, não pensarem nada.

No Largo do Rio Comprido eu vi
O céu negro apanhar em palavra
Liberdade de Áurea ele teve
Mas sociedade de abrigo e igualdade...

Vi no estado do Rio a calamidade
Vi em Mariana o ferro, o zinco e o cobre
Vi falta d'água, falta de luz, falta de amor
Vi o doce virar amargo encoberto de lama
Vi a solidariedade e a indiferença lado a lado.

Ainda v…