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Mostrando postagens de Março, 2013

Ode ao Platônico

Tu és meu ar
roubado, usurpado
separado no mármore
da minha gênese.

Quero tocar-te, minha núvem
roubar tua textura, teu tecido
alcançar teu ápice
dar-te prazer.

Thiago Guimarães de Pina

Poema da Madrugada

Quero mergulhar nas profundezas escuras
nesse ato insano de entregar meus batimentos
em cada nota, som, música rústica de pensamentos.

Quero mais é caminhar solitariamente nas tuas ruas
conhecer cada beco, calçada ou lapso de carência
falta de razão, ciência que me leva ao ato da saliência.

Quero eu salientar teus sentidos.
Brincar de menino perdido, tocar-te mais de repente!
Despertar de ti a insanidade do corpo e teu desejo latente...

Quero investigar teus mistérios noturnos
adormecer no diâmetro de tuas curvas diurnas
para ser teu nascer do sol, tua história, tua fortuna.

Quero forçar os limites da sedução!
Amar-te-ei assim com plena falta de sentido
para misturar a linguística do teu desejo pedido.

É muito achar que posso tanto?
Amar-te loucamente, sem nexo ou razão?
E amar tem sentido? Tocar tem motivo?

Não para quem sonha alcançar o céu!
Descobrir belezas inatingíveis cobertas por um véu
e lentamente tirá-lo de ti, desnudá-la dos medos...

Encantá-la de segredos terrenos eu vou!