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Mostrando postagens de Abril, 2012

Só os Loucos Prezam

Era seco como areia do deserto
era abandonado a sorte do incerto
largado ao relento do castigo de ter sofrido
guerras, corrupções, cortes, tudo destruido.

Não olhava mais para o céu
não queria mais a terra do leite e mel
não perguntava mais ao vento
o que invadia o reles pensamento.

Não pensava em como o amanhã seria
não queria mais uma vez o coração que partia
para a metade dar ao sonho que ali construia.

O sangue já não corria em suas veias
e o perpassar das vias se formaram teias
e o envelhecimento precoce tomou conta
e a tristeza mais uma vez desbancou em ponta.

E a lança do tempo feriu mais um vez
o dali jorrou o sangue que deveria fluir
pela via das veias que jás a sensatez
de ser sã e humilde como um caráter a pedir.

Mas o coração ainda pede para amar
o coração ainda pede para ressuscitar
por que ele quer viver e ter em si, felicidade.

Essa que só os loucos prezam a vontade
de profetizar a vida no vale de ossos secos
e a edificação de templos em poucos três dias
para vivenciar …

A Ele

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Escritor de Loucos

Sou um louco apaixonado Eloquente por romance Um saliente por relance Ousado de crença e sem chance Dançarino de pouco ritmo “dance”. O que é que posso fazer? Se sou um parente do horizonte Um imperador de uma fronte Descobridor do grande monte Abrigo do meu nobre visconde O que é que posso fazer? Se sou um reles desbravador Mago das palavras feito trovador Eterno impuro e louco senhor Caminhante de terras, tenro sonhador. O que é que posso fazer? Se sou quem corta a mata Se sou quem prova até a nata Insanidade de longa data Que anexa o sem nexo nesta ata O que é que posso fazer? Sei que sou apaixonado Atordoado, intenso e rebuscado Apaixonante com o corpo falado Romanticamente intensificado Eloquentemente avoado Talvez por mais, um viciado, Escritor de loucos, apaixonado.
Thiago Guimarães de Pina